quinta-feira, 30 de junho de 2011

Minha comunicação com a fada foi curta, mas ainda me provoca sentidos e até nostalgia.
O dialogo com fadas acontece através da luz.
A mensagem só é entendida quando o que você pretende comunicar fica claro na intensidade e cor que através do sentimento se projeta na luz.
Parece meio complicado, mas é a linguagem mais simples de todas.
Qualquer um consegue.
Não me lembro de detalhes, sei que tanto eu quanto ela éramos pequeninas e estávamos embaixo de um limoeiro. Contou-me que construiu sua casa em um espinho daquela árvore porque gostava do cheiro de limão e do formato cônico de sua casa. Não vi detalhes da decoração, mas percebi as lindas cortinas de renda que serviam de porta.
Fiquei contente  por ter uma nova vizinha e amiga. Quando fui me despedir o inevitável aconteceu.
Espetei meu dedo em sua minúscula casa. Uma gotinha de sangue escorreu pelo galho. Desde então demorei para  ver aquele serzinho alado.

Deixei um recado na chama de uma vela, pedindo desculpas pelo acidente.

Fui entender sua resposta somente alguns meses depois, quando as flores do limoeiro liberaram seu perfume. Ela havia se mudado para uma flor e agora só aparece em determinadas épocas e sempre em um limoeiro diferente.

Toda vez que encontro um limoeiro tento colocar o assunto em dia. Se um dia encontrar algum limoeiro florido, recomendo a agradável companhia.

domingo, 12 de junho de 2011

Entre um botão e outro existe o sereno e a areia.






O que nos mantém juntos:
Estar separados.

Espera feita de sentimentos espalhados nas horas,
Se guardam, preparam a entrega , sabem que os remetentes são os  correspondentes de mim em ti.
Na diferença entendo o estar sozinha sem estar solta,
que no decorrer mora a intensidade do que somos.