sexta-feira, 27 de maio de 2011

Carma Maria

Todos os dias são atípicos, tem que ser na verdade. Mas sempre tem uns que são lembrados por muito tempo. Quarta-feira foi um dia desses.
Ônibus, passo mais de três horas dentro de um ônibus todos os dias, então é normal dar uma cochilada ou só fechar os olhos para abstrair assuntos alheios que acontecem em transportes coletivos. O engraçado é que em uma dessas abstrações estava refletindo sobre essas minhas sonequinhas. Eu sempre sonho, é só fechar o olho que o inconsciente começa a me dominar. Imagina se eu começo a falar e gesticular, assim como faço quando estou em casa dormindo? É claro que alguém vai gravar e colocar no Youtube! È por isso que eu sempre acho que as pessoas me olham com aquele olhar; “olha é aquela menina do vídeo!”  Amigos por favor me avisem quando isso acontecer!
Só que dessa vez  só estava abstraindo e não dormindo, então chegaram os malditos. Meninos de ensino médio, e começaram a zoar com minha cara, ou melhor com  meu  pseudo sono. Fizeram comentários maldosos e sons de ronco! Fiquei muito puta, cadê o respeito minha gente? Então foi aqui que não  me reconheci, levantei cheguei perto do menino e com meu salto alto pisei o mais forte que pude no pé do muleque, olhei bem para seus olhos e pedi desculpa. Ele ficou paralisado!  O sabor da vingança é maravilhoso NÉ! Mas depois de dois segundos já fiquei com remorso, afinal ele só é um adolescente que não sabe usar sua massa encefálica. Mas agora já foi.
Certa de que o ápice do dia tinha acabado, imergi nos afazeres do trabalho. Depois de mais uma viagem de ônibus, saio alegre e saltitante a caminho da faculdade, até fiz amizade durante o percurso. Eu andando e aproveitando o laço recém formado com uma moça bacana e de repente.... caí igual uma louca no meio da calçada. Ainda bem que sempre viro motivo de piada até para a mais recente amizade. Já recuperada e feliz, afinal só esfolei a calça e não meu joelho, tropeço e quebro justamente o salto que foi utilizado como arma nos pés daquele menino.

terça-feira, 17 de maio de 2011

Existir?

Descobri que boa parte de mim é feito do que não existe.
Como se houvesse partes a serem completadas ou tão escondidas que se tornam invisíveis.
Ao alcance do que sou, não do querer ser. Possível é vislumbrar um futuro para projetar-se e ir além. Impossível projetar-se sem o movimento de andar.
Para desejar estar no presente o pretérito deveria ser destrinchado, dos eus que já fui. As micro personalidades que formam o presente do ser.
Sonhar ser . Ser e sonhar.
Dualidade que divide um passo de diferença. Quando que se vai?
.... quando só se sonha, paira no ar, movimentando somente o necessário sempre no mesmo circuito de ações.
O que me move a querer ser o que ainda não sou?


...o que sei é que se eu só pensar em ser  e não realizar.
Boa parte de mim não existe.